Direitos do Jovem Aprendiz: Resumo Rápido

Grupo de jovens trabalhadores de idades diferentes conversando e sorrindo em ambiente de trabalho informal, um deles usando crachá vermelho de jovem aprendiz

Direitos não são regras genéricas soltas na lei: são o resultado de decisões específicas que o Brasil tomou para proteger quem ainda está estudando e começando a carreira. Se você tem entre 14 e 24 anos e está no programa Jovem Aprendiz, veja aqui o resumo direto, ponto a ponto, do que a lei garante para você.

Este é um resumo rápido, direto ao ponto. Para se aprofundar em cada direito, incluindo FGTS, seguro-desemprego e o que você recebe ao final do contrato, veja nosso guia completo: quais são os direitos do jovem aprendiz.

O contrato de aprendizagem continua com duração máxima de 2 anos, salvo no caso de aprendizes com deficiência, que podem ter o contrato estendido.
Esse vínculo deve estar registrado na Carteira de Trabalho (CTPS) e conter todas as informações legais: salário, jornada, atividades e instituição qualificadora.

Além disso, o contrato de aprendizagem segue regras próprias quando termina antes do prazo, bem diferentes das de um contrato CLT comum, incluindo o tema do aviso prévio. Veja o passo a passo completo, com todas as hipóteses previstas em lei, em jovem aprendiz pode ser demitido.

2. Jornada compatível com os estudos

A jornada de trabalho do Jovem Aprendiz, primeiramente, é limitada a 6 horas diárias e 30 horas semanais. Mesmo que o jovem já tenha concluído o ensino médio, essa regra continua válida.

Além disso, as horas de capacitação teórica também contam como parte da jornada, garantindo um equilíbrio entre trabalho e aprendizado.

Essa regra é fundamental, pois evita a sobrecarga de jovens que ainda estão em fase escolar, preservando, assim, o rendimento nos estudos e o bem-estar físico e emocional.

3. Remuneração justa e benefícios garantidos

O Jovem Aprendiz deve receber um salário proporcional às horas trabalhadas, seguindo o salário mínimo-hora. Além disso, a empresa é obrigada a pagar:

  • Vale-transporte
  • 13º salário proporcional
  • Férias remuneradas (preferencialmente no período de recesso escolar)
  • Depósito de 2% no FGTS (menor que o padrão de 8%)
  • Contribuição ao INSS, o que permite acesso a benefícios como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.

4. Formação profissional obrigatória

Um dos pilares do programa é a formação técnico-profissional. Por isso, o jovem aprendiz precisa frequentar regularmente um curso de aprendizagem oferecido por uma entidade qualificadora, como o ISBET.
Essas aulas devem abordar temas como ética, postura profissional, comunicação, noções administrativas, entre outros.

Essa etapa é tão importante quanto o trabalho na empresa — e deve ser respeitada como parte essencial do processo.

Jovem aprendiz com crachá vermelho saindo do trabalho no fim da tarde, luz dourada de fim de dia, expressão tranquila

5. Ambiente seguro e respeitoso

A legislação proíbe que aprendizes trabalhem em atividades perigosas, insalubres ou no período noturno (entre 22h e 5h). O foco do programa é formar, e não explorar.

Além disso, os aprendizes devem estar em um ambiente que respeite sua dignidade, diversidade e integridade física e emocional. Caso sofra qualquer tipo de assédio ou abuso, o jovem pode (e deve) procurar apoio jurídico ou pedagógico.

Resumo: seus direitos como Jovem Aprendiz

DireitoResumo objetivo
Idade permitidaDe 14 a 24 anos (sem limite para PCDs)
Duração do contratoMáx. 2 anos (salvo PCD)
Jornada de trabalhoAté 6 horas diárias / 30 horas semanais
Curso obrigatórioSim, com frequência exigida
SalárioProporcional às horas, baseado no salário mínimo-hora
FGTS e INSSFGTS de 2%, contribuição ao INSS obrigatória
Benefícios13º, vale-transporte, férias remuneradas
Atividades proibidasTrabalho noturno, perigoso ou insalubre
Multas por descumprimentoPenalidades legais à empresa em caso de infração

Conclusão: conhecer seus direitos é o primeiro passo para crescer com segurança

O programa Jovem Aprendiz é mais do que um contrato: é uma ponte para o futuro. Mas para aproveitar ao máximo essa oportunidade, você precisa saber o que a lei garante e quando seus direitos estão sendo respeitados.

Se você é aprendiz pelo ISBET, pode contar com nosso acompanhamento pedagógico, oficinas e apoio contínuo para tirar dúvidas e fortalecer sua jornada.

Além dos direitos, o contrato de aprendizagem também prevê responsabilidades para o jovem. Veja o resumo em quais são os deveres do jovem aprendiz.

Perguntas frequentes

Até que idade é possível ser jovem aprendiz?

O programa aceita jovens de 14 a 24 anos, sem limite máximo de idade para aprendizes com deficiência.

Qual é a jornada máxima do jovem aprendiz?

Até 6 horas diárias para quem ainda não concluiu o ensino fundamental, podendo chegar a 8 horas para quem já concluiu o ensino médio, desde que essas horas incluam o curso teórico.

O jovem aprendiz pode trabalhar à noite?

Não. A legislação proíbe o trabalho do aprendiz em atividades perigosas, insalubres ou no período noturno, entre 22h e 5h.

As empresas são obrigadas a contratar jovens aprendizes?

Sim. Estabelecimentos de médio e grande porte são obrigados por lei a preencher uma cota mínima de aprendizes, entre 5% e 15% do quadro de funcionários cujas funções exigem formação profissional.

O que é a entidade qualificadora no contrato de aprendizagem?

É a instituição responsável pelo curso teórico-metodológico do aprendiz, como o ISBET, que complementa a formação prática oferecida pela empresa contratante.

Fontes consultadas

Quer contratar jovens aprendizes com o ISBET?

Há mais de 50 anos, o ISBET conecta empresas a jovens talentos, oferecendo soluções completas em recrutamento, seleção e acompanhamento. Com nosso apoio, sua empresa cumpre a legislação, fortalece o impacto social e desenvolve futuros profissionais.

Empresas interessadasisbet.org.br/fale-conosco

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