Networking para quem está começando a carreira: como criar conexões que abrem portas
Você já ficou sem graça na hora de puxar assunto com alguém que poderia te ajudar na carreira? Uma pesquisa do LinkedIn feita com a Censuswide mostra que isso é mais comum do que parece: boa parte da geração Z evita pedir apoio a contatos profissionais, principalmente por medo de incomodar ou de parecer que está pedindo favor.
A boa notícia é que networking não tem nada a ver com ficar puxando saco ou pedindo emprego para todo mundo que você conhece. Trata-se de construir relações de confiança, trocar experiências e criar conexões que ajudam dos dois lados, principalmente quando você está no início da carreira, seja buscando uma vaga de Jovem Aprendiz ou o primeiro emprego.
Networking é a construção de relacionamentos profissionais baseados em confiança e troca. Para quem está começando, ele pode abrir portas que um currículo sozinho não abre: segundo o LinkedIn, 97% dos profissionais consideram a rede de contatos importante para surgir novas oportunidades, e 16% já conseguiram um emprego diretamente por meio dela.
O que é networking, na prática
Networking não é sair coletando contatos ou conexões no LinkedIn só para aumentar um número. É construir relações genuínas com pessoas que também estão estudando, estagiando ou trabalhando, trocando conhecimento, indicações e apoio ao longo do tempo.
Isso pode acontecer na faculdade, em um curso técnico, como jovem aprendiz, em grupos de ex-alunos ou em eventos da área que você quer seguir.
Por que isso importa ainda mais no começo da carreira
O mercado de trabalho para jovens vem melhorando: segundo o IBGE, a taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos caiu para 11,4% no quarto trimestre de 2025, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. Mesmo assim, essa taxa ainda é bem mais alta que a média geral do país, o que mostra que a concorrência por vagas de jovem aprendiz e primeiro emprego continua grande.
Nesse cenário, ter uma rede de contatos ativa faz diferença. Uma pesquisa do LinkedIn com profissionais brasileiros mostrou que 57% já tiveram acesso a empresas ou áreas que dificilmente alcançariam sozinhos graças à própria rede, e 23% receberam indicações, apoio ou orientação de alguém da rede em algum momento da carreira. Ter clareza sobre os próprios objetivos, como em um bom plano de carreira, também ajuda a direcionar melhor esses contatos.
Por que dá tanto medo
Se a ideia de mandar uma mensagem para alguém do seu curso ou da sua área de interesse te dá um friozinho na barriga, saiba que você não está sozinho. No mesmo levantamento, mais da metade dos jovens entrevistados disse não saber por onde começar a construir relações profissionais, e boa parte afirmou nunca ter aprendido como fazer isso.
A parte boa é que a maioria dos profissionais mais experientes está disposta a ajudar quem está começando. Ou seja, o primeiro obstáculo geralmente é só perder o medo de dar o primeiro passo.
Como começar sem parecer forçado
- Participe de eventos, palestras e rodas de conversa do seu curso ou área.
- Mantenha contato com colegas de turma, de jovem aprendiz e de projetos.
- Atualize seu perfil no LinkedIn com o que você já fez, mesmo que pareça pouco.
- Comente e compartilhe conteúdos de pessoas e empresas que você admira.
- Peça ajuda de forma específica: “você teria 15 minutos para eu tirar uma dúvida sobre a área” funciona muito melhor do que “me indica uma vaga”.
O papel do LinkedIn
O Brasil já é o terceiro maior mercado do LinkedIn no mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Índia, com mais de 100 milhões de usuários na plataforma. É lá que boa parte das empresas, recrutadores e profissionais da sua área estão, o que torna a rede um ponto de partida natural para quem está construindo os primeiros contatos profissionais.
Manter o perfil atualizado, interagir com publicações e participar de grupos e comunidades ajuda você a aparecer para as pessoas certas, mesmo sem ainda ter uma grande experiência para mostrar.
Erros comuns ao começar
- Falar com alguém só quando precisa de um favor.
- Mandar mensagens genéricas e copiadas para várias pessoas.
- Sumir depois de conseguir o que queria, sem agradecer.
- Achar que precisa ter um cargo importante para começar a fazer networking.
Como o ISBET entra nessa história
O ISBET existe para aproximar quem está começando a carreira das empresas e instituições de ensino. Se você está de olho em uma vaga de Jovem Aprendiz, cada contrato, curso e programa também é uma chance de ampliar sua rede e aprender com quem já está no mercado.
Vale a pena acompanhar o Mural de Vagas, porque muitas das oportunidades que chegam até você também nascem de indicação e de gente que lembrou do seu nome na hora certa.
Conclusão
Networking não é sobre conhecer o máximo de gente possível, e sim sobre construir relações de confiança que crescem junto com sua carreira. Comece pequeno: mande uma mensagem, participe de um evento, mantenha contato com quem já cruzou seu caminho.
Grandes oportunidades quase sempre começam com uma conversa simples. E quanto antes você começar a cultivar as suas, mais cedo elas vão aparecer.
Grandes oportunidades começam com boas conexões.
Invista no seu networking, fortaleça sua presença profissional e conte com o ISBET para conectar você às oportunidades que podem transformar sua carreira.
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