A CLT limita o contrato de aprendizagem a dois anos, com exceção para aprendizes com deficiência (art. 428, §3º). Em outras palavras, a oportunidade de jovem aprendiz tem começo, meio e fim, e quem sabe disso desde o primeiro dia costuma aproveitar muito mais.
Além disso, o que acontece nesse período vai além do salário e do primeiro registro na carteira. É ali que você conhece a rotina de uma empresa de verdade, constrói referências, descobre do que gosta e mostra para quem está ao lado como você trabalha. No entanto, ninguém entrega um manual dizendo o que fazer em cada fase.
Por isso, este guia organiza a oportunidade de jovem aprendiz em etapas: o que fazer nos primeiros 30 dias, até o terceiro mês e depois disso, além dos erros mais comuns que fazem muita gente desperdiçar essa chance.
Para aproveitar a oportunidade de jovem aprendiz, observe e pergunte no primeiro mês, entregue com constância até o terceiro, peça feedback com frequência e assuma tarefas novas aos poucos. Cuide do curso teórico, da pontualidade e da comunicação, porque é isso que as pessoas lembram quando surge uma vaga.
Por que aproveitar a oportunidade de jovem aprendiz desde o primeiro dia
Primeiro, porque o tempo é curto. Dois anos passam rápido, e os primeiros meses costumam decidir a imagem que a equipe forma de você. Assim, quem chega curioso, pontual e disposto a aprender cria uma reputação que acompanha o resto do contrato.
Além disso, essa é a fase em que você mais pode perguntar sem receio. Todo mundo sabe que você está começando, então pedir repetição e corrigir o caminho é esperado. Ou seja, o início é o melhor momento para aprender, e não para fingir que já sabe.
Por fim, a experiência fica com você. O que você aprende como aprendiz entra no currículo, na entrevista seguinte e no jeito de lidar com qualquer chefe ou cliente.
Primeiros 30 dias: observe, pergunte e organize-se
No primeiro mês da oportunidade de jovem aprendiz, o objetivo não é impressionar, é entender como o lugar funciona. Algumas atitudes ajudam muito:
- anote horários, nomes, siglas e processos em um caderno ou no celular, em vez de confiar só na memória;
- pergunte o que não entendeu no começo da tarefa, e não depois de errar;
- descubra quem é o responsável por acompanhar você na empresa e combine como essa pessoa prefere receber dúvidas;
- chegue no horário e avise com antecedência se precisar faltar ou se atrasar;
- observe como as pessoas se comunicam e organizam o dia, e adapte-se ao ambiente.
Para começar com segurança, vale conhecer também os direitos e deveres do jovem aprendiz.
Do segundo ao terceiro mês: ganhe confiança
Com o ambiente conhecido, é hora de mostrar constância na oportunidade de jovem aprendiz. Assim, quem entrega o combinado, no prazo e do jeito explicado, vira alguém em quem o time confia. Na prática, isso significa:
- confirmar o que entendeu antes de começar, repetindo a orientação com suas palavras;
- avisar cedo quando algo não vai ficar pronto, em vez de esperar o prazo vencer;
- conferir o próprio trabalho antes de entregar, para reduzir retrabalho;
- pedir feedback com perguntas específicas, como “o que eu poderia melhorar nessa planilha?”.
Nesse ponto, a comunicação faz diferença. O guia sobre como melhorar a comunicação no trabalho traz exemplos práticos.
Depois dos 90 dias: assuma mais e mostre iniciativa
Passada a fase de adaptação da oportunidade de jovem aprendiz, o time passa a esperar mais de você, e isso é um bom sinal. Por isso, aproveite para propor melhorias simples, oferecer ajuda a quem chegou depois e pedir tarefas um pouco mais desafiadoras. Por exemplo, se você domina uma planilha, ofereça-se para ensinar o atalho a um colega novo.
Esses comportamentos são o começo das competências de liderança, que as empresas valorizam em qualquer cargo. Assim, quando a empresa avalia o aprendiz, é isso que fica em evidência, como mostra o texto sobre o que o RH observa no jovem aprendiz.
Como aproveitar a oportunidade de jovem aprendiz no curso teórico
O contrato de aprendizagem combina prática na empresa e curso teórico, e as duas partes contam. No entanto, muita gente trata a aula como obrigação, mas ela é o lugar onde você organiza o que viveu no trabalho, troca experiências e treina o que ainda não teve chance de fazer. Para aproveitar:
- leve para a aula as dúvidas que surgiram na empresa;
- participe dos trabalhos em grupo e assuma uma função, como relatar ou organizar;
- anote o que se conecta com sua rotina e teste na semana seguinte;
- cumpra as atividades no prazo e mantenha a frequência em dia.
Se ainda tem dúvida sobre o motivo, veja por que o aprendiz precisa fazer o curso teórico.
Erros que desperdiçam a oportunidade de jovem aprendiz
Alguns hábitos pequenos tiram pontos rápido e desperdiçam a oportunidade de jovem aprendiz. Os mais comuns são:
- faltar sem avisar ou chegar atrasado com frequência;
- usar o celular durante tarefas e reuniões sem necessidade;
- ficar com dúvida em silêncio e entregar errado;
- reclamar de tarefas simples em vez de fazê-las bem;
- tratar o curso teórico como algo separado da rotina.
A boa notícia é que todos esses erros têm correção. Assim, basta perceber, ajustar e pedir feedback para saber se melhorou.
Como o ISBET apoia o jovem aprendiz
O ISBET atua com o Programa Jovem Aprendiz, que une curso teórico e prática em empresas. Ou seja, é o formato em que você coloca em ação, todos os dias, o que este guia descreve.
Se você tem entre 14 e 24 anos e quer começar, conheça o programa Jovem Aprendiz, veja como ser jovem aprendiz e acompanhe o Mural de Vagas.
Perguntas frequentes
Como aproveitar a oportunidade de jovem aprendiz?
Seja pontual, pergunte quando tiver dúvida, entregue o combinado no prazo, peça feedback e use o curso teórico para organizar o que aprende na empresa. Com o tempo, assuma tarefas novas e ofereça ajuda ao time.
O que fazer no primeiro mês como jovem aprendiz?
Observe a rotina, anote processos e nomes, pergunte logo no início das tarefas e descubra quem acompanha você na empresa. Ou seja, o foco é entender o ambiente, não impressionar.
Qual é o prazo máximo da oportunidade de jovem aprendiz?
Pela CLT, o contrato de aprendizagem não pode passar de dois anos, exceto para aprendiz com deficiência. A faixa etária é de 14 a 24 anos, também com exceção para pessoas com deficiência.
O jovem aprendiz pode ser efetivado?
Pode. A efetivação depende da empresa e do desempenho, mas quem constrói uma boa reputação durante o contrato chega mais forte a essa conversa.
Preciso fazer o curso teórico para aproveitar a oportunidade de jovem aprendiz?
Sim. O curso teórico faz parte do contrato de aprendizagem e é obrigatório. Além disso, ele complementa a prática na empresa e ajuda a desenvolver habilidades que você usa no dia a dia.
Adriano
Neste Artigo
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