A linguagem corporal na entrevista costuma ser lida com mais certeza do que ela merece. Por exemplo, muita gente ouviu que 70% ou até 93% da comunicação é não verbal e leva esse número para a sala de seleção. Só que, segundo o próprio Albert Mehrabian, autor dos estudos de 1967 que originaram a ideia, os percentuais de 7%, 38% e 55% valem apenas quando a pessoa fala sobre sentimentos e atitudes, como explica a Mind Tools. Fora disso, as contas não se aplicam.
A linguagem corporal na entrevista ajuda a levantar perguntas, não a dar vereditos. Postura, olhar e gestos mudam com nervosismo, cultura e experiência, e o jovem em primeiro emprego costuma estar tenso. Por isso, a avaliação fica mais justa quando o RH usa perguntas padronizadas, critérios combinados e trata o corpo como pista a confirmar.
O que a linguagem corporal na entrevista pode dizer
Na prática, o corpo mostra mais o estado emocional do momento do que o perfil profissional da pessoa. Por exemplo, um candidato que mexe nas mãos pode estar inseguro, mas também pode estar apenas ansioso por estar numa sala de reunião pela primeira vez. Ou seja, o gesto é um dado, e a conclusão ainda precisa de uma boa pergunta.
Além disso, os sinais da linguagem corporal na entrevista mudam de uma pessoa para outra. Olhar nos olhos, por exemplo, é sinal de atenção em algumas culturas e de desrespeito em outras. Por isso, vale observar o conjunto e o que muda ao longo da conversa, e não um gesto isolado.
Sinais que merecem uma pergunta, não um veredito
Assim, a tabela abaixo mostra, para a linguagem corporal na entrevista, como trocar a leitura apressada por uma pergunta que ajuda a entender o que está acontecendo.
| Sinal observado | Leitura apressada | Pergunta melhor |
|---|---|---|
| Evita o olhar | Falta de confiança | Conte como foi a última vez que você precisou explicar algo para um grupo. |
| Braços cruzados | Desinteresse | Qual parte da vaga mais chamou a sua atenção até agora? |
| Voz baixa e respostas curtas | Pouco preparo | Quer que eu reformule a pergunta ou prefere um exemplo? |
| Mexe muito as mãos | Nervosismo excessivo | Fique à vontade, podemos começar por algo mais simples. |
Assim, o entrevistador deixa de adivinhar a linguagem corporal na entrevista e passa a confirmar. Em muitos casos, a mesma pessoa que parecia fechada se solta depois de uma pergunta mais concreta.
Por que jovens aprendizes pedem uma leitura mais cuidadosa
Na verdade, quem está no primeiro emprego costuma ter pouca experiência com entrevistas. Por isso, na linguagem corporal na entrevista o nervosismo aparece antes de aparecer nas respostas. Mas, na seleção de jovens aprendizes, o critério mais justo costuma ser o potencial de aprender, que não se mede pela postura ensaiada.
Por outro lado, o RH pode ajudar na preparação. Por exemplo, explicar como será a conversa, quem estará na sala e quanto tempo vai durar já reduz a tensão. O conteúdo sobre entrevista de jovem aprendiz mostra como se preparar para cada etapa.
Como estruturar a entrevista para reduzir o viés
Primeiro, a forma mais simples de evitar que a impressão corporal pese demais é padronizar. O guia de entrevistas estruturadas do Google re:Work descreve quatro pontos: perguntas bem escolhidas para a vaga, registro detalhado das respostas, pontuação por critérios definidos e treinamento dos entrevistadores. Além disso, segundo o guia, esse formato é mais preditivo do desempenho e reduz o viés de confirmação, aquele em que a primeira impressão molda como lemos o resto.
Na prática, isso vale para qualquer empresa, inclusive para quem seleciona aprendizes. Por exemplo, defina de três a cinco perguntas iguais para todos, combine o que seria uma resposta forte e anote o que foi dito antes de comentar o jeito. Dessa forma, a linguagem corporal na entrevista entra como contexto, e não como nota.
Para ampliar essa rotina, vale ver também as melhores práticas de recrutamento e seleção e os erros mais comuns no recrutamento.
Como orientar o jovem antes da conversa
Na verdade, a orientação mais útil para a linguagem corporal na entrevista é simples. Sentar de forma confortável, respirar antes de responder e pedir para repetir a pergunta quando precisar. Além disso, ensinar o jovem a explicar o que sentiu, com frases como “estou um pouco nervoso, mas quero muito essa vaga”, costuma funcionar melhor do que tentar esconder o nervosismo. O conteúdo sobre comunicação assertiva no trabalho ajuda a treinar esse tipo de resposta.
Como o ISBET apoia a seleção
Na página Contrate aprendizes, o ISBET descreve o apoio da instituição do recrutamento ao acompanhamento do jovem na empresa. Assim, a empresa pode contar com um parceiro para organizar a entrevista, alinhar critérios e receber candidatos já orientados.
Perguntas frequentes sobre linguagem corporal na entrevista
O que é linguagem corporal na entrevista?
É o conjunto de sinais não verbais que aparecem durante a conversa, como postura, olhar, gestos e expressão do rosto. Esses sinais ajudam a levantar perguntas, mas não bastam para avaliar o perfil profissional de ninguém.
A linguagem corporal pesa mais que as palavras na entrevista?
Não necessariamente. Os percentuais famosos de Mehrabian valem apenas quando a pessoa fala de sentimentos e atitudes. Na seleção, o conteúdo das respostas e a forma como a pessoa lida com situações reais costumam dizer mais sobre o desempenho.
Como o recrutador pode avaliar a linguagem corporal sem viés?
Usando perguntas padronizadas, critérios combinados antes da conversa e registro do que foi dito. Quando um sinal chama a atenção, a melhor saída é transformá-lo em pergunta e confirmar a leitura.
Como preparar um jovem aprendiz para a linguagem corporal na entrevista?
Explique como será a conversa, ensine a pedir a repetição de uma pergunta e incentive o jovem a falar do nervosismo com naturalidade. Treinar respostas curtas em voz alta antes da entrevista também ajuda.
O ISBET ainda oferece programa de estágio?
Não. Atualmente o ISBET atua exclusivamente com o Programa de Jovem Aprendiz, do recrutamento à formação teórica e ao acompanhamento na empresa.
Em resumo, a linguagem corporal na entrevista funciona como pista e não como sentença. Se a sua empresa quer estruturar a seleção de jovens aprendizes com critérios claros, a equipe do ISBET ajuda a montar esse processo.
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Empresas interessadas: isbet.org.br/contrate-aprendizes
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Adriano
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